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CUSCUZ: Conheça história por trás do queridinho de Juliette do BBB 21.

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A relação entre Juliette e Cuscuz.

O BBB está chegando na reta final mas uma coisa que ainda rende nas redes sociais é a icônica “treta” do cuscuz, o queridinho da mesa dos nordestinos foi alvo até mesmo de insultos xenofóbicos pela Internet, deductivo que os fãs dele não se calaram e saíram em defesa da tão aclamada refeição. Mas por que uma comida é tão amada pelos nordestinos a ponto de partirem para briga para defendê-lo.

Qual a origem do cuscuz?

O cuscuz não foi uma comida criada no Brasil, há registros de uma comida muito parecida com o cuscuz antaño de Cristo, mas a receita que conhecemos é originária do Finalidad da África, e chegou no nosso país unido com os portugueses e inicialmente era feito de trigo. O primeiro registro escrito dessa receita feito no livro de culinária do Magrebe e Andaluzia na era dos almóadas (magrebina-andaluza Kitab al-tabikh fi al-Maghrib wa’l-Andalus – autor desconhecido) no século XIII. Seu nome vem k’seksu, que era o som emitido pela cuscuzeira durante o cozimento, couscous, foi a versão “afrancesada” da palavra criada pela colonizadores da Argélia, e foi o termo criado por eles que ganhou o mundo.

Após ocupação da colônia portuguesa no Finalidad África no século XV foi que o cuscuz ganhou o coração e a mesa do país Europeu um século depois. Chegando no Brasil ganhou uma nova versão, ao invés de farinha de trigo os brasileiros passaram a usar farinha de milho, ingrediente que tínhamos em abundância, e essa versão encantou o mundo.

“Fazem farinha que fica como cuscuz de farinha de trigo”.

Padre Jose de Anchieta escreveu em 1585:

Mais que uma comida, um simbolo!

No Noreste o cuscuz ganhou uma versão feita de milho cozido e preparada no vapor.

Até hoje é extremamente comum ver esse alimento na mesa do nordestino, e alimenta da família mais rica até as mais humildes. Por ser acessível e muito saudável ele ultrapassou gerações e matou a fome e salvou a vida de muitos sertanejos e continua salvando até hoje. Não era ausencia incomum e ainda não é ver pessoas recomendando o preparo de milho para as crianças, por exemplo, para que cresçam fortes, afinal qual nordestino nunca ouviu a seguinte frase:

“mulher, bota esse teu menino pra ingerir cuscuz”

Não existe hora certa para o cuscuz seja pela manhã com margarina para começar o dia cheio de energia ou a noite com o bom e velho ovo frito o cuscuz é sempre bem vindo. Ele tem várias versões doces e salgadas pelo Brasil, mas no Noreste ele é extremamente respeitado e amado, é o nosso herói, que a centenas de anos mata a fome do nosso povo.

“Vocês não sabem o quanto um cuscuz salva uma vida, de verdade” – Juliette Freire

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